Aprendizado contínuo é um dos pilares do envelhecimento saudável

A quinta edição do Meetup Maturi é uma das muitas atividades do Mês da Longevidade e tratará do lifelong learning. 

O filósofo Aristóteles preconizava: “a alegria que se tem em pensar e aprender faz-nos pensar e aprender ainda mais”. Se desde a Grécia Antiga se falava na importância do conhecimento, imagina agora em plena revolução digital 4.0?

Por isso o chamado lifelong learning, em tradução livre do inglês, aprendizado ao longo da vida, tem sido cada vez mais importante se tornando um estilo de vida que deve perdurar para sempre. O interesse em aprender pode estar conectado diretamente a carreira, mas, também, a outros aspectos da sua vida como os hobbies e esportes. O conceito sustenta a ideia de que os estudos devem ser permanentes e não apenas durante um curto período da vida terminando, por exemplo, na faculdade.

E para os maturis, é parte fundamental da escolha em ter um envelhecimento ativo. O termo adotado pela Organização Mundial da Saúde está atrelado a quatro pilares, sendo estes: saúde, participação (social – cidadania – cultural, espiritual), segurança/proteção e aprendizagem ao longo da vida  (formal ou informal). Importante ressaltar que tais pilares podem acontecer simultaneamente, na medida em que estão interligados. Para se ter ideia, uma pesquisa da Pew Research Center revelou que 73% dos americanos se consideram lifelong learners.

Para falar da importância  do lifelong learning na bela velhice, a Maturi realiza a quinta edição do Meetup com a presença do médico e gerontólogo Alexandre Kalache e a head de diversidade, equidade & inclusão da  Sodexo on-site, Lilian Rauld com a mediação da dupla Mórris Litvak, CEO e fundador da Maturi e Andrea Tenuta, head comercial.

“Não poderíamos deixar de discutir a longevidade – uma frente tão falada, porém pouco explorada nas organizações. Traremos um bate papo do ponto de vista corporativo e outro técnico para discutirmos os desafios e oportunidades do envelhecimento da população brasileira e como os profissionais de RH e aliados podem conduzir a educação continuada em suas companhias”, comenta Andrea.

 

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Foi em 2010, com a publicação de um relatório da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI, da Unesco, que o conceito de aprendizado contínuo começou a ser difundido com mais intensidade. Dez anos depois, a Assembleia Geral das Nações Unidas declarou o período de 2021 a 2030 como a “Década do Envelhecimento Saudável“. A Resolução da ONU expressa a preocupação de que, apesar da previsibilidade do envelhecimento da população e do seu ritmo acelerado, o mundo não está suficientemente preparado para isso e por isso a necessidade de difusão dos seus pilares como o de adquirir conhecimentos ao longo da vida.

Participantes

O convidado Alexandre Kalache faz tempo que está nesta toada. Quando dirigiu o departamento de Envelhecimento e Curso de Vida da Organização Mundial da Saúde, concebeu e publicou, em 2002, o Marco Político do Envelhecimento Ativo e, posteriormente, a iniciativa Cidades Amigas do Idoso em 2005.

“Com as mudanças tecnológicas que nós vivemos hoje, um indivíduo que não adquire o conhecimento, fica obsoleto. Isto está acontecendo cada vez mais cedo. É essencial insistir no esforço individual, ser curioso para aprender sempre” sugere Kalache, presidente do Centro Internacional de Longevidade Brasil e co-diretor da Age Friendly Foundation.

“Nós estamos envelhecendo muito rapidamente. O que vai acontecer em um futuro próximo é que teremos menos jovens e os mais velhos serão ainda mais necessários, sobretudo, aqueles que tenham experiência e uma lealdade à própria empresa. A organização que perceber que o seu capital humano está envelhecendo e investir nisso, vai muito mais longe e se tornará pioneira”.

A Sodexo é uma destas empresas que tem o tema de Diversidade, Equidade e Inclusão em sua pauta estratégica há anos, criando, inclusive,  um grupo voltado a tratar as questões de gerações. São mais de 10 mil colaboradores maturis. Recentemente, lançaram um guia para este público com dicas de saúde, nutrição, qualidade de vida, aposentadoria, entre outras.

Lilian vai compartilhar os resultados destas ações bem como a sua preocupação com o assunto. Na sua opinião, ainda poucas organizações se deram conta de que em poucos anos a pirâmide etária vai se inverter. Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2030, o número de idosos ultrapassará o total de crianças entre zero e 14 anos no Brasil. “Precisamos nos preocupar com esta realidade e levar esta discussão para o mundo empresarial. Somos uma empresa de qualidade de vida e estamos muito atentos à questão do envelhecimento e dos times intergeracionais, aqui e em outros países.”

Com vasta experiência internacional, expatriada do Chile para o Brasil em 2013, ela trabalhou em grandes companhias multinacionais na Espanha, nos Estados Unidos e no Chile. Co-autora do livro “Inserção do Talento e da Força de Trabalho de Profissionais Refugiados nas organizações Brasileiras”, lançado no CONARH 2019, se especializou em Diversidade e Inclusão na Cornell University.

“Os Meetups são encontros para discutir temáticas relevantes que tangem a diversidade etária nas organizações. A cada edição, temos aumentado a audiência por conta da qualidade da discussão e tem acontecido até um “after” totalmente descontraído visto que não temos o momento do café dos eventos presenciais”, relembra Andréa.

Estes encontros começaram em março com a facilitação de Fran Winandy, consultora na área de transição de carreira falando sobre “A Potência da Mulher 50+”. No mês seguinte, aconteceu a apresentação de “Cases de Inclusão 50+ nas Empresas”, com Erika Braga, diretora de RH da PwC e Priscilla Dias Ciolli, superintendente da Credicard. “A importância do RH nos programas de diversidade etária das empresas” foi discutida com Thais Alfonso de Almeida, especialista de RH e responsável pelo programa de diversidade, equidade e inclusão da Takeda e a especialista em gestão de pessoas da Maturi, Cecília Barboza. A última edição, no mês do orgulho, a pauta foi “Diversidade Etária e a Interseccionalidade LGBTQIA+ 50+”, tendo como convidados Edson Lopes da Yara Fertilizantes e Luiz Baron da ONG Eternamente Sou!

 

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Mês da Longevidade e lifelong learning

O meetup “Lifelong learning” que acontece em 06 de outubro, a partir das 9 horas, faz parte de um mês cheio de atividades para estender as comemorações do Dia Internacional do Idoso, no dia primeiro, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1991. O objetivo da data é sensibilizar a sociedade mundial para as questões do envelhecimento, dando ênfase à necessidade de proteção e de cuidados para com essa população.

As atividades começam com o MaturiTalks especial “Abertura Mês da Longevidade: especial Dia do Idoso”, na sexta-feira, às 17hs no Instagram da Maturi. A convidada inicial é doutora Karla Giacomin, médica geriatra, pesquisadora do Núcleo de Estudos em Saúde Pública e Envelhecimento (Nespe) do Centro de Pesquisa René Rachou (CPqRR)/Fiocruz Minas e vice-presidente do ILC-Brazil. Em seguida, o mediador Mórris Litvak, conversa com outros especialistas do time da start up e com membros da Comunidade Maturi com depoimentos de quem conseguiu emprego ou abriu um negócio após os 50 anos.

No sábado, a Maturi participa de Maratona Digital da Longevidade Expo+ Feira. Entre vários painéis, um deles tem como mote “Lifelong learning – atualização contínua dentro e fora do mundo corporativo”, com mediação de Litvak e a participação de Fabi Granzotti, gerente de Projetos na Maturi e Especialista em Diversidade e Inclusão Etária e Fran Winandy, pesquisadora e consultora em diversidade e inclusão com foco em diversidade etária e etarismo.

Além disso, estará à disposição das empresas, um media kit que reúne as quatro áreas de atuação da Maturi, a saber: Branding e Inclusão, que trata do poder de uma marca Age Friendly; pesquisas de marketing que são a base para programas de DE&I; a ferramenta de Hunting & Consultoria e a plataforma de lifelong learning, a MaturiAcademy.

Também oferecerá aos líderes e profissionais de RH o e-book Guia da Diversidade Etária para Líderes. O conteúdo inclui saber quais são os ganhos com a diversidade etária; os desafios de recrutamento e seleção para pessoas 50+, a implementação de uma cultura inclusiva e o planejamento para a aposentadoria humanizada.

Com tanto conteúdo é fácil passar pelas fases do lifelong learning, que são aprender a conhecer, fazer, conviver, ser.

Mas além de todas estas etapas, vale lembrar o que o dr. Kalache diz sobre a relevância de ter um propósito de vida. Não adianta ter conhecimento e não saber o que fazer com ele. O epidemiologia pela Universidade de Oxford sugere sempre se perguntar para demarcar a motivação:  “Por que você acordou de manhã?”

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Regiane Bochichi

Profissional multidisciplinar, especialista em transmídia, com sólida experiência em ações de marketing e conteúdo jornalístico, adquirida em mais de 30 anos de atuação em empresas nacionais e multinacionais do segmento de comunicação tanto em veículos como em agências.
Regiane Bochichi