RH inclusivo é essencial para estratégias de DEI nas empresas

Meetup debate a importância do time de RH para liderar o tema de diversidade etária dentro das empresas e como aplicar na prática o RH inclusivo!

A implantação efetiva da diversidade nas organizações, com programas que planejem e controlem a aplicação de iniciativas com metas e resultados no curto, médio e longo prazos, está, na maioria delas, sob a responsabilidade da área de recursos humanos.

Segundo pesquisa global de Diversidade e Inclusão, realizada em 2020, pela consultoria PwC, 26% das organizações têm metas de D&I para líderes e apenas 17% têm uma função de diversidade no nível executivo, enquanto quase 30% ainda nem têm um líder de D&I.

“Cabe aos profissionais de RH trazerem para a mesa do boarding, fatos e dados, de como está a composição das equipes de trabalho e como a homogeneidade de perfis pode vir a empobrecer novas perspectivas de negócios, já que em equipes homogêneas as perspectivas tendem a ser restritas e nós vivemos um mundo em transformação digital, em ebulição constante”, comenta a consultora de desenvolvimento humano e parceira da Maturi, Cecilia Barbosa.

Ela, junto com Thais Alfonso, responsável pelo Programa de Diversidade, Equidade e Inclusão da Takeda Brasil participam do terceiro Meetup (clique para se inscrever) promovido pela Maturi no dia 27 de maio, a partir das 9 horas, conversando sobre o tema: “A importância do time de RH nos programas de Diversidade Etária nas empresas”.

 

RH inclusivo

 

A Takeda tem se tornado um benchmarking quando se fala em DEI. A diversidade sempre fez parte da biofarmacêutica e, em 2019, ganhou o reforço com um programa específico dividido em cinco comitês de trabalho – Racial, Gênero, PCD, LGBTI+ e Etário. No ano passado, colheram um primeiro resultado: foram reconhecidos pelo pilar 50+ da consultoria Great Work to Place. Todas as vagas abertas – desde posições de estágio até de alta liderança – também são publicadas no site da Maturi Jobs.

Em entrevista para o blog da Maturi, Eliane Pereira, diretora executiva de recursos humanos contou que a companhia  japonesa “está empenhada em aumentar a representatividade no quadro de funcionários e acredito que a inovação está na capacidade de interação, integração de conhecimentos e experiências entre pessoas de diferentes idades.”

O RH é a porta de entrada e tem sido estratégico para os processos de diversidade e inclusão nas empresas. E são várias as frentes de atuação, nas quais destacamos quatro:

  1. Cultura empresarial

Cabe aos recursos humanos, liderar, estruturar, influenciar uma política para que a valorização da diversidade seja entendida como algo natural da vida. Somos todos diferentes, únicos e semelhantes. Entendendo este cenário como promissor e básico para o desenvolvimento de uma empresa saudável financeiramente e atraente para o mercado financeiro.

Muitos investidores, olham, hoje, com muita atenção os dados de ESG –  sigla que vem do inglês Environmental, Social and Governance, ou seja, Ambiental, Social e Governança que funciona como um selo de qualidade das empresas.

É importante demonstrar todos os benefícios de uma empresa inclusiva, com um RH inclusivo que ofereça igualdade de oportunidades para todos tanto para a alta liderança da empresa, que ainda não enxerga os principais benefícios, quanto para os colaboradores para que sintam e reflitam verdadeiramente estes valores.

  1. Mapeamento de competências

Foco no RH inclusivo: os profissionais  de RH devem mapear quais são as competências existentes já no quadro dos colaboradores e quais faltam para criar um time diverso em todas as áreas da empresa para que se possa haver um equilíbrio e usar toda a potencialidade das equipes multigeracionais. Precisam responder as seguintes perguntas: como estão as relações entre as diversas gerações? Como o negócio tem se beneficiado por ter profissionais de diversas gerações representados na empresa?

  1. Processos seletivos

Para que uma empresa tenha um RH inclusivo, a diversidade precisa começar nos processos seletivos, que por sua vez devem ser apoiados por ferramentas que avaliam o perfil comportamental e as competências dos candidatos, deixando de lado aspectos físicos e outros dos candidatos, assim como os vieses inconscientes dos recrutadores, que muitas vezes atrapalham a ampliação da diversidade.

Vale mencionar que desde o momento da descrição do perfil da vaga, juntamente com o requisitante,  onde tudo começa, o selecionador precisa questionar se há empecilhos e quais são eles. Ao fazer esse tipo de questionamento já se abre uma oportunidade para  conversar a respeito dos vieses inconscientes com relação aos preconceitos, que nada tem a ver com competência profissional.

Além da técnica, um processo de seleção requer sensibilidade, muita atenção, escuta e respeito pelas experiências dos candidatos e orientação para os gestores aceitarem perfis que não estavam em seu radar.

  1. Gestão de Comitês

A criação de comitês representativos gera uma nova visão em relação a : tratamento, aprendizados, novas perspectivas, gestão do conhecimento, relação de aprendizado. Além disso, abre a oportunidade para a participação de outras pessoas fora do setor de RH.

A diversidade e inclusão só se conquista com práticas diversas e inclusivas. Parece chover no molhado, mas ainda tudo ainda é motivo de aprendizado e debates. Os comitês tem sido uma ferramenta bastante disseminada que tem trazido resultado, ideias e mudanças comportamentais importantes para quem participa e para as empresas como um todo.

“O tema Diversidade e Inclusão Etária é algo recente e desafiador para um país que até então era visto como um país de jovens e hoje sabemos que o envelhecimento está bem acelerado, considerando que, temos menos crianças nascendo, portanto , esse tema estará , cada vez mais presente”, comenta Cecilia. “A Maturi vem realizando programas que visam impulsionar a inclusão de 50 mais , assim como, pesquisas de mapeamento com foco em equipes multigeracionais”.

Palestras de Sensibilização para empresas

Uma das frentes de trabalho da Maturi, também, é o apoio no desenvolvimento do time de RH com palestras de sensibilização e capacitações mais profundas a fim de instrumentalizá-los nesse processo de mudança cultural da empresa. Durante o próximo mês a Maturi fará ações focadas com nas seguintes temáticas:

  • Desafios e Oportunidades de um time estratégico focado na Diversidade Etária
  • Revolução da Longevidade: Qual o papel do RH?
  • Etarismo: o papel do RH em combatê-lo

Os formatos podem ser em online (ao vivo), via plataforma de streaming com acesso em um período pré-determinado ou conteúdo gravado on demand.

*Confira os melhores momentos do Meetup realizado em Abril, onde destacamos os cases da Credicard e PwC em projetos de inclusão etária nas empresas em parceria com a Maturi:

 

Regiane Bochichi

Profissional multidisciplinar, especialista em transmídia, com sólida experiência em ações de marketing e conteúdo jornalístico, adquirida em mais de 30 anos de atuação em empresas nacionais e multinacionais do segmento de comunicação tanto em veículos como em agências.
Regiane Bochichi