10 negócios da economia da longevidade que são tendência na Ásia

Estudo que revela as tendências do envelhecimento até 2025, identificou os 10 principais tipos de negócios que estarão em alta na economia da longevidade asiática.

A população dos baby boomers (nascidos entre 1944 e 1964) tem crescido vertiginosamente em todo o mundo, e até já é chamada de faixa demográfica “Cool-Ager” – idade legal, ou idade fixe, como se diz aqui em Portugal.

Pertencer à turma Cool-Ageing é bem melhor, em minha opinião, do que à Golden-Ageing, termo utilizado para se referir a uma era dourada, composta de aposentadas sem qualquer vínculo com modernidade ou dinamismo. Nós, os maturis com mais de 60 anos estamos a derrubar todas as noções pré-concebidas do que uma pessoa mais velha deve ser, sentir e quer.

Simplesmente modificamos o significado do que é ser velho. E isso tem gerado muito o que falar no mundo dos negócios!

Oportunidades de ouro

À medida que envelhecemos, essas nossas novas atitudes, comportamentos, desejos, gostos e desgostos podem determinar o sucesso ou o fracasso das empresas que querem capturar uma parte desta oportunidade de ouro da economia da longevidade que representa nada mais, nada menos do que 4,56 trilhões de dólares. Já escrevi sobre isso em meu Blog Across The Seven Seas. Clique AQUI para ler. 

As tendências para a longevidade

De acordo com o 4º Relatório de Oportunidades de Negócio da Economia de Prata da Ásia-Pacífico (edição de 2020), foram identificadas 10 tendências/oportunidades fundamentais para o envelhecimento demográfico do continente. Confira quais são:

  1. Demência
    Para melhorar os cuidados e favorecer a vida diária das pessoas com demência
  2. Tecnologias de atendimento
    Tecnologias robóticas assistivas, operacionais e para fazer companhia ao idoso
  3. Reabilitação divertida
    Games com exercícios para reabilitação para aumentar a taxa de participação dos usuários no tratamento.
  4. Envelhecimento saudável
    Negócios que promovam uma mudança de mentalidade em direção ao autocontrole da saúde física e cognitiva.
  5. Turismo de reabilitação
    Serviços de viagens de saúde, de curta duração e longa duração.
  6. Economia de longevidade
    Negócios que permitirão atender as pessoas que viverão até mais de 100 anos, considerando todas as implicações na transformação da maneira como hoje vivemos, trabalhamos e nos divertimos.
  7. Moradias senior e Care Communities
    Serviços especializados focado em desenvolvimentos com serviços de saúde e cuidados ao sênior.
  8. Solidão
    Negócios que permitam conexões sociais e encontros.
  9. Cuidados remotos de Saúde

Face à disposição crescente dos idosos em relação a tecnologias de gestão de saúde, este ramo da economia será cada vez mais aquecido.

  1. Economia local
    Negócios à 1 km de distância de onde vivemos, trabalhamos e nos divertimos serão cada vez mais valorizados.

 

longevidade

Somos jovens por muito mais tempo

Um dos 10 ramos empresariais acima mencionados diz respeito ao fato de que cada vez mais e mais pessoas vivem, e viverão, até os 100 anos ou mais.

A nossa vida centenária certamente acarretará transformações na forma como viveremos, trabalharemos e nos divertiremos. E é aí que os empreendedores da Silver Economy (ou economia prateada) devem estar atentos a nos oferecer produtos e serviços que propiciem vida boa e felicidade.

O especialista em longevidade Professor Andrew Scott do Reino Unido, e coautor do best-seller “The 100 Year Life”, divulga o potencial de mercado da economia prateada e afirma:

 “A grande indústria que está a emergir precisa atender a busca por: Como envelhecer bem.”

 

Registra, também, que o foco desse setor da economia deve deixar de ser só “o envelhecimento” para ser “o envelhecimento somado ao fato de permanecemos jovens por mais tempo.”

As potenciais implicações de uma vida de 100 anos significam que os anos de vida saudáveis estão a aumentar e os padrões de compra alargam-se para além do consumo de cuidados de saúde.

longevidade

Atenção ao Novo Ciclo de Vida!

Estamos vivenciando inúmeras transformações na forma como vivemos em relação à vida de nossos pais. As tradicionais fases da vida: estudar, trabalhar e aposentar evoluíram. Hoje em dia, cumprimos todas essas fases sem ordem fixa, e sem que a passagem por uma signifique que não possamos vir a experimentá-la novamente.

Vivenciamos experiências em educação, emprego, trabalho remunerado e não remunerado, transição do trabalho de meio período para o período integral, aposentadoria, empreendedorismo e licenças sabáticas, em qualquer idade ou momento de nossas existências. Sobre este fato, diz Andrew Scott:

“À medida que nos ajustamos a vidas mais longas, teremos que manter nossas opções em aberto, ser criativos e dispostos a novas maneiras de viver.” Professor Andrew Scott

Para concluir, vejo um cenário à frente de nossa vida centenária extremamente positivo.

Cabe a nós, maturis, a escolha de como chegaremos lá.

Poderemos ser maratonistas aos 100, ou totalmente “dependentes” aos 70. Pensemos nisso e tenhamos foco e vontade para uma boa, feliz e saudável vida na maturidade.

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Até o próximo artigo!

Silvia Triboni

Editora e Produtora de conteúdo em Longevidade e Turismo. Fundadora do projeto Across Seven Seas, que divulga ao público 50+ informações e experiências para envelhecimento com relevância. Deputy Ambassador na Aging2.0 Lisboa, comunidade destinada à acelerar a inovação para enfrentar os desafios e oportunidades do envelhecimento.
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