MaturiDay Online: inclusão produtiva é resultado do empreendedorismo

Empreendedorismo e networking deram o tom do primeiro MaturiDay totalmente online que aconteceu no Dia Internacional do Idoso.

Kung Fu é uma arte milenar, criada há mais de 1500 anos na China e difundida em todo o mundo. Sandra Regina Silveira, 65 anos, pratica já faz 22 anos, juntamente, com o Tai Chi. Isso lhe ajudou a ter paciência, resiliência, equilíbrio e paz para atravessar o período de crise sanitária e pensar a começar a empreender. Recentemente, começou a vender pães de batata recheados e agora, entrou em um período de pausa do negócio.

Um dos significados da origem do nome cantonês que, hoje é sinônimo de lutas marciais, é ter um “conhecimento profundo de um assunto”. Exatamente isso que Sandra está buscando para dar os próximos passos. “Percebi que apesar dos meus clientes gostarem muito do sabor, a maioria está preocupada com os quilos a mais que ganharam no isolamento social”, comenta. “Com isso, dei uma parada para avaliar como me adequar a essa demanda”.

Neste aprendizado, está se cercando de informações, buscando cursos e eventos  de empreendedorismo que possam ajudá-la. Por isso, se inscreveu para participar de mais uma edição do MaturiDay, que aconteceu na quinta-feira, 01 de outubro, de forma online e gratuita. O tema do evento “Mais que juntos, estamos conectados”, mostrou-se mais uma vez adequado.

Transmitido pela ferramenta de reuniões virtuais Zoom e pelo YouTube, contou com a participação de cerca de 500 pessoas. Clique abaixo, para assistir ou rever o vídeo gravado do evento:

O público, predominantemente, da região Sudeste, teve de responder algumas questões para comprovar a sua idade escolhendo os sinônimos para gírias antigas como “pão”, “boko-moko” e “levar uma tábua”. A brincadeira serviu como uma quebra-gelo e causou muitas reações na sala de bate-papo.

Mais de 80% estão na faixa etária de 50 a 70 anos. Mórris Litvak, CEO da Maturi, fez um balanço dos cinco anos do impacto social causado pelas atividades da Maturi que visa conectar empresas e profissionais 50+, além de desmistificar o preconceito contra a idade que, ainda hoje, vigora no mercado de trabalho.

O palestrante convidado foi Wilson Poit, empreendedor, focado em estratégias de negócios, especialista e mentor de pequenas e médias empresas e atualmente, diretor-superintendente do Sebrae-SP. Com 61 anos, quatro filhos e dois netos, ele contou um pouco sobre a sua trajetória de vida: da infância em um sítio sem luz no interior de São Paulo até a venda da sua empresa, a Poit Energia, em Londres, em 2012, por cerca de R$ 400 milhões. “Sempre empreendi, tenho isso na veia herdado dos meus pais. Montei cinco negócios antes de ter sucesso”, comentou.

“O que posso dizer é que a pior coisa é ficar andando de lado. Muito melhor ter momentos no “vermelho” do que ficar a vida toda na zona “amarela” e não avançar”.

Para Poit, a maturidade é um diferencial, pois as escolhas são feitas com mais segurança e com foco no que é essencial. “Não temos mais muito tempo a perder, por isso, devemos utilizar melhor nosso tempo e focar na solução e não nos problemas”. E acrescentou: “em momentos de crise, há muitas oportunidades. Durante a pandemia, muitas empresas grandes procuraram opções e trocaram de fornecedores. As pequenas e médias empresas são mais rápidas para se reposicionar, se reinventar. Aquele pequeno empreendedor que conseguir se reinventar e oferecer algo diferente tem muita chance de se dar bem”.

Os números já mostram essa tendência. Pelo segundo mês consecutivo, as micro e pequenas empresas (MPEs) de todo Estado de São Paulo registraram alta no faturamento, de acordo com a pesquisa Indicadores Sebrae-SP. Em junho, o aumento real, já descontada a inflação, foi de 11,8% na comparação com o índice de maio e a receita total das MPEs paulistas somou R$ 61,5 bilhões, o que representa R$ 6,5 bilhões a mais do que no mês anterior. Os resultados indicam uma trajetória de recuperação para as MPEs, que após passarem por queda no faturamento com a pandemia, entre março e abril, tiveram desempenho positivo em maio e junho.

Na sua opinião, mas do que procurar empregos, o ideal é criar empregos, no que chama de inclusão produtiva. Os principais obstáculos como crédito e conhecimento podem ser adquiridos. “Novas tecnologias é só mais uma lição que a gente tem que aprender”, explica. “E dinheiro, tem o Sebrae e os investidores anjos que podem ajudar a capitalizar o seu negócio desde que você saiba vendê-lo bem”.

Entre as dicas dadas durante o MaturiDay, está em fazer uma apresentação curta de até no máximo 20 minutos para conseguir investimentos e buscar os cursos do Sebrae em todo o Brasil. São mais de 150 deles gratuitos, além de ter atendimento gratuito por telefone com seus consultores. Poit é, ainda, desde 2002, empreendedor Endeavor e no site da organização de apoio a empreendedorismo tem mais de 300 vídeos com estórias inspiradoras para quem quer entrar no maravilhoso mundo de criar um negócio próprio.

A Maturi também vai ajudar nesta trajetória e aproveitou o evento para lançar a “Jornada do Empreendedor” que durará nove dias. Inscreva-se AQUI.

Ao se cadastrar na trilha da Jornada, você começa a receber conteúdos exclusivos como um e-book “Guia Prático para o Empreededor Maturi”, a participação de um grupo de WhatsApp para networking, um vídeo com os momentos mais marcantes do Maturifest e para finalizar, acontece um webinário “Eu, Startup” com a Ilze Sola e Paula Marques que vão abordar as principais dores de empreender com 50+, contar cases e dar dicas de inovação.

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Ilze Sola e Paula Marques são as especialistas do Webinar “Eu Startup”. Um dos conteúdos da Jornada do Empreendedor Maturi.

Aliás, o networking foi intenso durante todo o MaturiDay com trocas de mensagens no chat e depois, em salas separadas com 08 a 10 participantes para aprofundar as relações e parcerias para fortalecer o empreendedorismo.

Sandra Regina gostou muito de toda a dinâmica, inclusive dos pitchs de quatro maturis que apresentaram seus projetos. Os dois mais bem votados levaram brindes do Nutren Senior e Agibank, marcas que apoiaram a iniciativa. “Foi muito gratificante ver tanta gente reunida com vontade de criar, se desenvolver, ir em busca de seu propósito”, comenta. “Eu vou continuar na minha rota de estudo atrás de um diferencial para meus produtos para ver no que vai dar”. Enquanto ensaia os próximos “golpes”, segue fazendo um trabalho freelancer para uma agência de publicidade e se conectando com outros maturis em eventos online.

O cartunista e storyteller Márcio Reiff, que também é maturi e participou do evento, fez uma arte incrível para descrever a palestra de Wilson Poit. Confira:

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Regiane Bochichi

Profissional multidisciplinar, especialista em transmídia, com sólida experiência em ações de marketing e conteúdo jornalístico, adquirida em mais de 30 anos de atuação em empresas nacionais e multinacionais do segmento de comunicação tanto em veículos como em agências.
Regiane Bochichi